
Bem... a partida avizinha-se cada vez mais e sinto uma dualidade e um misto de ansiedade e tristeza.
Ansiedade por saber que vou ter uma experiência incrível em breve, cheia de coisas boas e as ocasionais coisas más para equilibrar.
Tristeza porque vou deixar para trás uma grande quantidade de amizades excelentes e de pessoas por quem sinto um grande afecto. É óbvio que vou estar ausente "apenas" por um ano, mas um ano é simultaneamente pouco tempo e muito tempo, passa rápido e demora muito tempo a passar..
Enfim, lamechices aparte, ontem acabou mais uma edição do festival Andanças, o qual eu já frequento à 5 anos (com este). Devo dizer que ao contrário do que possam pensar, não estou farto depois de 5 anos a vir ao Andanças mas antes pelo contrário, cada festival que passa cresce o sentimento de nostalgia e de pertencer a uma grande família. O Andanças é isso. Uma grande família que dança, convive, salta, ri e chora.
O último dia é sempre uma grande tristeza para todos, com o único conforto de saber que nos veremos mais tardar exactamente daqui a um ano.
Este ano os progressos pessoais foram imensos, visto que nos outros anos adoptei uma postura pouco activa em relação à dança (paranóia de músico), este ano aprendi a dançar a Scottish, Chapelloise, Circulo Circadiano, Andrô, e (mal e porcamente) Mazurka. O cartaz também foi algo de mágico com os Naragonia, Zef, Le Quintet à Claques, os nossos conhecidos portugueses e a banda revelação (para mim) : os King Mokadi. Mais umas noites à volta da fogueira, umas idas ao poço negro, jantares maravilhosos (cortesia das meninas) e muita muita música - as famosas jams da concertina e acordeão nas tendas por trás das casas de banho.
É com um sentimento de vazio que deixo o Andanças este ano... nada dura para sempre, tudo é éfemero. Especialmente as coisas boas.
daqui a exactamente 20 dias estarei a deixar muitas coisas boas para trás, e a abraçar outras novas... é o ciclo do universo.